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segunda-feira, 30 de maio de 2011

X-burgão 2: a missão (um posto com 3 receitas)


Sei que já postei receita de hambúrguer aqui, mas é que ontem fiz de novo e com requintes de crueldade: fiz o pão e as batatinhas também. Bom demais! Pena que só tenho foto do prato montado...

O prato foi encomenda do Marido, que queria comer um hamburgão em casa... e eu adoro receber uma encomenda gastronômica!

Me animei a fazer o pão desde que li esse post no Cozinha Pequena. Perfeito pra mim que AMO hambúrguer feito em casa, gosto cada vez menos de lanchonetes "genéricas", e tenho cada vez mais raiva de pagar uma fortuna num hambúrguer em lanchonete decente. Além disso, serviu pra eu praticar minha recém-adquirida prática de sovar pães! =) Win-win situation, yay!

Ah, o pão fica delicioso, fofinho e cheiroso e vale muito a pena!

Receita 1: o pão de hambúrguer (do Cozinha Pequena) - rende 4 pães

INGREDIENTES:

125 ml de água gelada 15 gramas de manteiga sem sal; 1 ovo grande; 250 gramas de farinha de trigo (precisei acrescentar mais no final, não sei exatamente quanto); 25 gramas de açúcar; 1/2 colher de chá de sal; 1/2 colher de sopa de fermento biológico seco instantâneo; sementes de gergelim e um pouquinho de fubá para polvilhar.

PREPARO:

1. Misture todos os ingredientes (menos o gergelim) na mão e sove até a massa ficar macia e lisa, e ainda um pouco úmida, mas sem grudar nas mãos. Cubra a massa com um pano úmido e deixe até dobrar de volume.

2. Afunde o punho fechado na massa, para retirar o ar e, em seguida, divida a massa em 4 porções. Faça bolotas com cada uma das porções, achatando-as levemente a seguir. Deixe o pão crescer por mais ou menos uma hora, já na forma em que eles vão assar. Ou no silpat, como foi meu caso (mantive o comentário, porque eu também fiz no silpat!).

3. Pincele o pão com um pouquinho de manteiga derretida e salpique as sementes de gergelim e o fubá por cima do pão (não fiz nada disso, deixei o pão sem cobertura mesmo).

4. Leve ao forno pré-aquecido em 190°C e asse até o pão ficar dourado. Retire do forno e espere esfriar antes de cortá-lo ao meio.


Receita 2: o hambúrguer

Use 150g de patinho ou fraldinha moída por pessoa, tempere com sal e pimenta a gosto (use as mãos para misturar). Se quiser pode colocar cebola ralada e outros temperinhos. Eu coloquei um nadinha de mostarda em pó. Modele os hambúrgueres com a mão mesmo e deixe na geladeira até a hora de fritar. Você pode aproveitar que está com a mão na massa e fazer mais quantidade pra congelar. As minhas "sobras propositais" viraram mini-almôndegas e foram devidamente congeladas.

Na hora hora de fritar, esquente óleo numa frigideira e disponha os hambúrgueres. Frite primeiro de um lado, sem virar. Só vire quando umas gotinhas do suco da carne começarem a brotar da parte superior. Ele estará tostadinho, mas suculento. Assim que virar, disponha o queijo sobre a carne. Fomos de queijo minas padrão.


Receita 3: as batatinhas

Nem sei se posso chamar isso de receita... a única coisa importante é usar batata Asterix (aquela de casca marrom). Lavei 2 batatas, cortei muito fininho com o meu novo super cortador. Eu não descasco, a gente gosta com casca mesmo. Unte uma assadeira com pouquíssimo óleo ou azeite, seque as batatas com papel toalha e disponha na assadeira. Pincele com pouquíssimo óleo e leve ao forno pré-aquecido a 230C até dourar. Salpique sal sobre as batatas recém saídas do forno.


Montagem:

Coloquei a base do pão sobre um prato, a carne+queijo, uma fatia grossa de tomate e a outra metade do pão. As batatinhas servi ao lado de cada sanduíche.

Focaccia com sal grosso e alecrim


Passei o último final de semana em casa na maior folga, sem aulas e sem nada pra estudar. E o melhor foi o friozinho fez. Aproveitei pra botar o sono em dia, ver filminhos e... cozinhar, claro! Ficar perto do fogão esquenta o corpo e a alma.

Semana passada, numa girls´night lá em casa regada a muito Sex and The City, fiz pela primeira vez uma receita de focaccia. Foi também meu primeiro pão sovado (as instruções sobre como sovar li no próprio livro de receitas e fui tentando aplicar). Ficou uma delícia, tão gostoso que esse fim de semana fiz mais uma vez. Muito bom pra comer devagarzinho com um prato de antipasti jogando conversa fora (naquela ocasião foi salaminho italiano e burrata; esse sábado troquei o salaminho por prosciutto).

A receita foi do livro da Marcella, e originalmente é para 5-6 pessoas. Fiz meia medida, com os acompanhamentos dá pra 2 esfomeados comerem muito bem (ainda sobrou um pouquinho).

Ingredientes (2-3 pessoas):

1/2 tablete de fermento ativo fresco
1 xíc. de água morna
3 1/4 xíc de farinha de trigo
1 CS de azeite extra-virgem
1/2 CS sal

Para assar:

Azeite para untar a forma
2 CS azeite extra-virgem
1 CS água
1/2 cc sal
Ramos de alecrim fresco (usei seco mesmo)

Preparo:

1. Dissolva o fermento em 1/4 xíc. de água. Misture a 1/2 xíc. da farinha e mexa bem. Adicione o azeite, o sal, 1/2 xíc. de água e metade da farinha restante. Misture bem, até obter uma massa macia, compacta mas não grudenta demais.

2. Vá juntando o restante da farinha e da água aos poucos, verificando o ponto, para que não fique nem muito seca, nem grudenta.

3. A sova: sobre uma bancada enfarinhada, estique a massa para longe de você usando os punhos. Ao mesmo tempo, vá enrolando a ponta da massa sobre ela mesma, na sua direção. Quando tiver um rolinho de massa, jogue com toda força na bancada. Você vai precisar de casa vez mais força. Repita esse processo por uns 10 minutos, até que a massa fique elástica. Forme uma bola e coloque numa assadeira (aproximadamente 19x21) untada com azeite. Cubra com um pano úmido e deixe descansar por 1h30.

4. Pré-aqueça o forno a 230ºC. Aperte a massa com os punhos e estique até que preencha toda a assadeira, com uma altura uniforme. Cubra novamente com um pano úmido e deixe descansar por mais 45 minutos.

5. Afunde os dedos em vários pontos da massa, deixando marcas. Bata com um garfo as 2 CS de azeite, a água e o sal até que formem uma emulsão (mistura uniforme, sem separação entre a água e a gordura). Despeje devagar sobre a massa, ajudando a espalhar com um pincel, deixando que a mistura empoce nos furos. Obs: Não coloquei o sal nessa mistura, eu salpiquei sal direto do moedor sobre a massa depois de ter espalhado a mistura de azeite.

6. Coloque a focaccia no forno e asse por 15 minutos. Abra o forno, espalhe o alecrim, gire o tabuleiro, feche e deixe assar por mais 7-8 minutos, ou até que esteja dourada. Retire a focaccia da forma com uma espátula e deixe que esfrie um pouco. Sirva quente ou em temperatura ambiente, no mesmo dia.

Cortei em pedacinhos antes de levar à mesa.

domingo, 21 de novembro de 2010

Linguine all'Alfredo da Marcella


O Rapha gosta MUITO de molho branco. Mas o que ele chama de molho branco não é o bechamel tradicional, com leite, farinha e temperos mil... levou um tempo mas eu descobri que o que ele realmente gosta é de um bom molho à base de creme de leite, bem gordo mesmo! E toda vez que eu tento passar um molhinho "mais light", à base de leite, ele reclama. O engraçado é que ele não sabe o que tem de "errado" no molho, mas sabe muito bem que não é o que ele gosta.

Assim sendo, tirei o livro da Marcella Hazan da prateleira em busca de um molho agrada-marido. Quando bati o olho no molho Alfredo a escolha foi inevitável (na verdade ela chama de "molho de creme de leite e manteiga", e explica que Alfredo foi um dono de restaurante em Roma responsável por sua popularização). A massa tradicional para se comer com esse molho é o fettuccine caseiro, mas eu fui de linguine industrializado que era o que eu tinhaà mão. Um dia ainda experimento com a massa correta!

O molho é delicioso, mas como quase toda receita italiana deve ser comido imediatamente após o preparo Se deixar passar um tempo ele fica seco. A proporção massa x molho que ela sugere é ótima, o linguine ficou suavemente revestido de molho, e não afogado nele.

Para 4 a 6 porções (fiz metade e deu BEM pra 2 pessoas)

-1 xícara de creme de leite fresco
-2 CS de mantega de alta qualidade
-500g da massa de sua preferência
-2/3 xíc queijo parmesão ralado na hora (mais queijo ralado para servir à mesa)
-sal
-pimenta-do-reino moída na hora
-noz-moscada inteira

1. Escolha uma panela de um tamanho que dê para misturar a massa ao molho depois. Coloque nesse recipiente 2/3 de xícara de creme de leite e toda a manteiga, ligue o fogo médio e cozinhe por menos de um minuto, até que a mistura engrosse ligeiramente. Desligue o fogo.

2. Cozinhe a massa, escorrendo enquanto ainda estiver bem firme e até mesmo ligeiramente "antes do ponto", um grau a menos que al dente. Se for fettuccine fresco deve levar apenas alguns segundos.

3. Transfira a massa escorrida para a panela contendo a mistura de manteiga e creme de leite, ligue o fogo baixo e com a ajuda de um pegador de macarrão misture bem a massa ao molho, trazendo-a do fundo para as laterais da panela e cobrindo todos os fios com a mistura.

4. Acrescente o resto do creme de leite, o queijo parmesão, uma pitada de sal, algumas "moídas" de pimenta, e uma pequena quantidade (1/8 cc) de noz moscada moída na hora. Misture novamente até que a massa esteja uniformemente coberta. Experimente, corrija o sal e sirva imediatamente da panela, acompanhada queijo parmesão ralado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sopinha de Abóbora pra Tirar o Mofo


Quase 3 meses sem postar, que vergonha! Muito trabalho, preguiça batendo... a verdade é que tenho dado prioridade a outras coisas no resto de tempo livre que tenho.

A receita dessa sopinha de abóbora peguei lá no La Cucinetta, e é simplesmente deliciosa. Já tá na fila há um tempão pra ser postada (fiz no meio de agosto!). Dessa vez o Rapha não gostou, não. Mas eu achei uma maravilha. A verdade é que logo de cara eu sabia que ia gostar, porque adoro todos os ingredientes, e na época eu tava numa paixão com tudo que tivesse curry - ainda gosto muito, mas a idéia-fixa já passou. O doce da abóbora e do leite de coco casam direitinho com o picante do curry e o fresquinho do coentro. É facílima e rápida de fazer, e super nutritiva.

Rendeu 4 pratos deliciosos.

Ingredientes:

Aprox. 500g de abóbora em cubinhos, pesada já sem casca e sem sementes
1 colh. (sopa) rasa de curry
1 colh. (chá) gengibre fresco ralado
500ml de caldo de legumes
1 cebola pequena, picada
100ml leite de coco
30g manteiga
sal a gosto
Coentro fresco para guarnecer
Preparo:

Derreter a manteiga em uma panela média. Refogar a cebola em fogo baixo até que fique translúcida, por uns 3 minutos.

Juntar o curry e o gengibre e refogar, mexendo bem, por 1 minuto. Juntar os cubos de abóbora e misturar bem por uns 2 minutos.

Juntar o caldo e o leite de coco, deixar o fogo no mínimo e cozinhar por cerca de 20 minutos, até que a abóbora esteja bem macia.

Esperar esfriar um pouco para passar no liquidificador, ou passar imediatamente por um passa-verdure (processador manual) - fui de liquidificador mesmo! Voltar para a panela, temperar com sal a gosto e servir imediatamente com coentro picado.

domingo, 22 de agosto de 2010

Pappa al Pomodoro (sopinha de tomates delícia!)


Nas minhas andanças pelo La Cucinetta, pelo qual estou cada vez mais apaixonada, encontrei essa receitinha de uma sopa de tomates tradicional da toscana, e logo quis fazer. É tão gostosa que até o Rapha, declarado soup-hater, adorou e pediu pra fazer de novo na hora de receber visitas em casa. Ou seja: aprovadíssima! A sopa leva pão, que é cozido dentro da panela, formando uma verdadeira papa. Fica quase uma massa com um molho de tomates delicioso. E é super fácil de fazer. Agora, se não encontrar tomates maduros é melhor usar os da lata mesmo.
Ingredientes:
-1 dente alho picado fino
-azeite extra-virgem
-500g de tomate tipo italiano (comprei tomate Débora orgânico e super maduro)
-1 mão cheia de folhas de manjericão picadas e sem o cabinho
-pimenta-do-reino moída na hora
-sal
-500ml de caldo de galinha ou vegetais (diluí 1 cubinho de caldo na água)
-250g de pão italiano dormido
-queijo parmesão ralado na hora
Preparo:
-Corte os tomates ao meio. Retire as sementes com uma colher, e pique os tomates em cubinhos;
-Aqueça o azeite em uma panela e refogue o alho em fogo médio, até dourar um pouco;
-Junte o tomate picado, metade do manjericão e um pouco de pimenta, a gosto. Mexa e cozinhe por 5 minutos, temperando com um pouco de sal no final (coloque metade da quantidade que usaria normalmente);
-Junte o cubo de caldo e a água e deixe tudo ferver em fogo baixo;
-Corte o pão em cubos de +- 1cm e junte à panela. Mexa por uns 3 minutos. Tampe e cozinhe em fogo mínimo por mais uns 30 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo.
-Destampe, apague o fogo, acerte o sal e a pimenta;
-Sirva com um fio de azeite, parmesão ralado e o resto do manjericão fresco.

domingo, 4 de julho de 2010

Caldo Verde sem Batatas


Um tempinho atrás o Rapha experimentou caldo verde na casa de um aluno - e AMOU! Reparem que o meu marido é um sujeito que é declaradamente contra sopas, então isso foi um verdadeiro acontecimento. Esse assunto ficou um pouco esquecido, até que semana passada ele me aparece em casa com a receita do caldo verde da Mônica, que pilota o fogão na casa desse aluno. Pra minha surpresa, a receita não incluía batatas! Apesar de uma pequena desconfiança, resolvi fazer mesmo assim. Fui à feira, comprei tudo direitinho e fiz o caldo - que foi aprovadíssimo! Ficou realmente delicioso e mais leve que o tradicional.
Ingredientes:
-2 talos de alho-poró
-2 talos de aipo
-1 abobrinha verde
-1 cebola
-2 dentes de alho
-2 folhas de louro
-1 tablete de caldo de galinha (eu usei de carne)
-pimenta e sal a gosto (usei +- 1 colher de sobremesa de sal e uma 4 "moídas" de pimenta branca)
-linguiça calabresa (eu usei 2 paios e 3 linguiças fininhas, que era o que eu tinha em casa)
-1 maço de couve
Preparo:
- Picar o alho-poró, o aipo, a abobrinha (descascada), a cebola e o alho. Colocar numa panela junto com o tablete de caldo, o louro, o sal e a pimenta e cobrir com água. Deixar em fervura baixa por aproximadamente 40 minutos, até ficar tudo bem molinho.
-Depois de desligar o fogo, deixar esfriar um pouco e bater tudo no liquidificador. Enquanto esfria, aproveite pra fatiar a couve bem fininho e picar as linguiças.
-Na panela em que ferveu o caldo (não precisa lavar, mas deixe bem seca), frite a linguiça (e o que mais for usar de carne) na própria gordura. Despeje o caldo de volta na panela e deixe levantar fervura novamente. Corrija o sal e a pimenta (não precisei) e deixe reduzir até o ponto desejado. No final, despeje a couve e tampe a panela por 1 minuto. Sirva imediatamente.
Obs: Se for fazer com antecedência, deixe para colocar a couve só na última hora. Ela só precisa de uma abafadinha pra ficar boa, não precisa cozinhar!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Aprendendo...

Mais uma "1a vez" nesse blog. Dessa vez queria aprender a fazer omelete, e recorri ao livro "Escola de Chefs", da Joanna Farrow, que é um compêndio de técnicas culinárias, com algumas receitas. O livro é bem bom, as fotos são ótimas e as explicações são claras.

Bom, mais uma técnica no meu repertório culinário e menos uma na lista de vergonhas culinárias do tipo "eu nunca fiz..." (categoria na qual por incrível que pareça os pudins e musses ainda se encontram...). É desde cedo eu gostei de pegar em receitas mais elaboradas, e o trivial foi ficando pra trás... meio que "qual a graça de fazer um pudim de leite se tem pudim bom em qualquer esquina?". Agora já mudei essa linha de raciocínio e estou correndo atrás do prejuízo, pois além de achar importantíssimo saber fazer o trivial, também percebi que as habilidades e técnicas vão se complementando no nosso aprendizado.
Voltando o omelete...
O livro comenta que o número de ovos ideal para uma omelete são 3 (caipiras, de preferência).
-quebre 3 ovos numa tigela e bata-os com um pouco de sal e pimenta.
-aqueça 2 CS de manteiga na frigideira até que derreta e fique levemente dourada. Despeje os ovos e, com um garfo, afaste a mistura dos lados para o centro, para que o ovo cru preencha os espaços da massa já cozida. Continue com esse procedimento até que toda a superfície da omelete fique ligeiramente firme.
-com o garfo, dobre a omelete ao meio e transfira-a para um prato aquecido (isso eu não fiz, usei prato frio mesmo), deslizando-a da frigideira. Sirva imediatamente.

Queria omeletes de queijo e presunto, então seguindo as instruções do livro, adicionei o queijo ralado junto com o sal e a pimenta, e o presunto picadinho já sobre os ovos na frigideira. O queijo que eu usei foi minas meia-cura, que eu trouxe de Araxá-MG. Ô delícia!

Parece simples, mas por incrível que pareça minha primeira tentativa ficou assim:

Isso porque eu fiz numa frigideira pequena demais e o fundo da omelete queimou quando metade do ovo ainda estava crua. O segundo saiu perfeito!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mousse de Gorgonzola

Essa receita é um clássico da casa da Vovó Lydia. Claro que quando eu era criança não gostava nem um pouquinho do sabor forte da gorgonzola - até hoje eu só gosto em misturas onde sua presença seja bem suave - mas com o tempo aprendi a apreciar esta e outras delícias.

A mousse é ótima pra servir pra visitas, ou pra ficar beliscando em frente à televisão - sempre com torradinhas acompanhando. Pode ser congelada sem problemas para aqueles dias de falta de inspiração na cozinha. É só deixar degelando de véspera dentro da geladeira.

A receita é bem simples.

Basta bater no liquidificador:
-1 triângulo de gorgonzola;
-1 lata de creme de leite;
-4 folhas de gelatina sem sabor dissolvida em 1/2 copo de água fria;
-1 cubo de caldo de carne desmanchado no líquido da própria gelatina;
-molho inglês a gosto.

Adicionar delicadamente 2 claras em neve a essa mistura.

A mistura deve ser transferida para um recipiente que dará o formato final da mousse, untado com óleo. Deixar na geladeira até a hora de servir (deve ficar firme), e desenformar sobre um prato ou travessa.

No caso eu usei uma embalagem de queijo daquelas de plástico (fica mais fácil para desenformar), e 2 potinhos tipo tupperware pequenos redondinhos. Minha avó usava muito aquelas embalagens de margarina pra isso. Tenha à mão mais de uma embalagem, porque essa receita rende bastante. Aí dependendo do número de visitas você pode deixar uma 2a mousse em standby na geladeira, ou congelar a outra parte.

domingo, 6 de junho de 2010

A primeira vez a gente nunca esquece...

Nunca tinha feito carne no forno. Pronto, falei.

Sempre tinha vontade, mas nunca queria me arriscar. Tinha medo de errar o tempero, errar o ponto. Errar, enfim. Mas como disse o Jamie Oliver pra Veja, culinária é a arte da paciência e da perseverança, não adianta desistir porque errou. Resultado: resolvi arriscar. Pra não arriscar muuuito, fiz a carne do jeito mais simples possível. Aproveitei pra experimentar um sal grosso temperado com ervas (marca Meu Alho) que tinha comprado no mercado.

Esfreguei uma peça de 600g de maminha com o tal do sal grosso, coloquei numa assadeira. Derramei um copo de vinho branco sobre carne e pus no forno pré-aquecido a 200oC. Ao longo do processo fiz vários cortes na carne pra ver o ponto (um dia pego experiência nisso). No final consegui dar o ponto certinho. As pontas da peça ficaram totalmente cozidas, e o miolo avermelhado. Ficou saborosa e suculenta. Ah, o sal grosso temperado foi aprovadíssimo!

Pra acompanhar, batatas (sempre com casca) assadas com azeite e alecrim. Jantarzinho delicioso pra uma 3a feira!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Petisco de massa folhada com queijo

Essa é mais uma receita que peguei do Cooks Illustrated, mas depois eu vi que tem quase igual no site da Martha Stewart, e no meu livro de culinária da Cláudia. É super fácil de fazer e fica uma delícia! Bom pra petiscar com os amigos, pra servir de entradinha... Dá pra fazer com um dia de antecedência e fica muito bom, mas ele morninho é irresistível.
Pra fazer:
Basta abrir uma embalagem de massa folhada laminada (descongelar de acordo com as instruções), e pincelar com um ovo batido (vai sobrar ovo!). Depois salpicar 1/2 xícara de queijo ralado de boa qualidade (usei parmesão ralado na hora), 1/2 colher (chá) de sal e pimenta do reino moida na hora.
Dobre a massa ao meio (o queijo vai virar recheio). Pressione bem a massa dobrada - se possível passe um rolo de massa sobre ela, e corte em tiras de um dedo de largura. Depois é só cortar as tiras na metade do comprimento. Torça as tirinhas e transfira direto para uma assadeira, deixando um espaço de pelo menos 1cm entre elas.
Leve ao forno pré-aquecido a 200o, até dourarem um pouco (10-15 min). Cuidado pra não queimar o fundo!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

X-Burgão com crasse!


Tinha chamado minha irmã Ana e o seu respectivo pra vir aqui no fim de semana passado, mas eles acabaram não podendo. O cardápio programado era hambúrguer. Não resisti e acabei fazendo pra nós dois mesmo...

Pra 4 hambúrgueres (é assim o plural?), temperei 600g de alcatra moída 2x com sal e pimenta, usei um molde de plástico da Tupperware, é um apetrecho bem simplezinho - mas dá pra moldar na mão mesmo. Fiz o hambúrguer alto, como eu gosto. Aí é só fritar ou passar no grill até dourar. No grill vira até comida saudável, pra comer com arroz e saladinha (não era o caso).

Escolher um queijo legal é um diferencial do hambúrguer caseiro. Eu fui de queijo fundido, e o Rapha de gorgonzola. Pra derreter o queijo, é só botar por cima da carne assim que virar o hambúrguer. Se ele não derreter a tempo, abaixe o fogo e tampe a frigideira durante alguns segundos. Se for uma fatia de queijo (prato, provolone, etc), vale passar direto na chapa, depois pegar com a espátula e colocar sobre a carne pronta.

Por cima do queijo, coloquei cebla roxa refogada no azeite. Resolvi experimentar o pão feito na padaria do Zona Sul (supermercado aqui do Rio), marca própria deles. Achei delicioso. Tem com e sem gergelim, fica a gosto do freguês. Mil vezes melhor que esses industrializados que têm por aí e acabam com qualquer hambúrguer caseiro.
De salada, só entra alface mesmo nos meus sandubas. Dá uma frescurinha crocante sem a molhança do tomate. Usei a crespa dessa vez. Pra acompanhar, petisco de massa folhada com queijo feito por moi. Depois eu posto a receita!!!!

À minha irmã querida, só tenho um comentário a fazer: Perdeu, playboy!!!!!!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Tirando a poeira...

...pra justificar o nome do blog, nada como postar a foto da última fornada de burecas aqui de casa! Estão ficando cada vez mais gostosas e o formato ficou homogêneo dessa vez (as primeiras tentativas, apesar de gostosas, foram BEM feiosas, cada uma de um jeito diferente). Acho que estou pegando prática na massa! Vovó disse que eu tinha que ter trabalhado um pouco MENOS a massa, mas que estou no caminho certo.
Dessa vez foram recheadas de queijo (ricota). Não, eu não tenho autorização pra postar a receita...

Já fiz de arroz uma vez, e ainda tenho que testar os recheios de carne e berinjela.
A receita rende MUITO e tem que ter tempo e paciência pra montar todas as meias-luas... No final assei umas poucas e congelei o resto, pra assar quando batesse a fome. Isso já tem tempo e elas já acabaram. Hora de fazer mais!!!!!
Essas aí de baixo estão prontas pra assar (na verdade, pra congelar!!!)

domingo, 18 de abril de 2010

Cenas de um almoço árabe - Quibe de Forno


Já é a segunda vez que faço essa receita do Cozinha Pequena, que é simples e deliciosa!
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Ingredientes:
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500g de trigo para quibe
1 kg de patinho moído 2x
1 xíc de salsa
1 xíc de cebolinha
1 xíc de hortelã
1 pacotinho de creme de cebola
3 CS de manteiga
2 CS Tahine
sal e pimenta a gosto
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Modo de Fazer:
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Massa:
-Deixe o trigo de molho por pelo menos 2 horas.
-Misture metade da carne com o trigo hidratado e escorrido em um pano de prato.
-Tempere com a salsa, a cebolinha e a hortelã picadas. Acrescente três colheres de manteiga e o creme de cebola. Acerte o sal e a pimenta.

Recheio:

- Refogue a outra metade da carne com tomate picado. Assim que a carne ficar bem refogada, acrescente 250 gramas de requeijão catupiry e duas colheres de tahine.
-Terminado o recheio, cubra uma forma com metade da massa do quibe, espalhe o recheio por cima e feche com a outra metade de massa. Assar em forno médio até morenar (uns 40 min).

Sirva bem quentinho!

Cenas de um almoço árabe - Quibe cru

Eu não sou muito fã de quibe cru, mas essa receita entrou no almoço a pedidos de marido, e por sorte todos os convidados também gostavam. Foi a última coisa que preparei, pra ir logo pra mesa e ser servido bem fresquinho. Ficou bem gostoso!

Ingredientes:

700g de patinho moido 2 vezes,
300g de trigo
1 maço de Hortela (somente as folhas)
2 cebolas grandes picadinhas bem pequeno ou raladas
Pimenta, sal e azeite extravirgem


Modo de Fazer:

-Coloque o trigo de molho, por pelo menos 2 horas.
-Escorra bem, espremendo dentro de um pano de prato pra retirar toda a água.
-Acrescente a carne crua, a cebola, o hortelã, a pimenta , o sal, o trigo e o azeite.


Sove bem, para incorporar bem os ingredientes. Coloque sobre um prato ou travessa, e molde com as mãos no formato desejado.

Cenas de um almoço árabe - Hummus


Essa receita de hummus da Cinara é fácil e maravilhosa. Como meu maridinho ama pasta de grão de bico, acabo fazendo com uma certa frequência. Ela rende MUITO, mas eu distribuo pela família, já que todo mundo gosta. Se quiser porções mais modestas, divida a receita. Fica uma delícia servida com bastante azeite de boa qualidade e pão árabe tipo folha (aquele mais fininho e molenga).
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Ingredientes:
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500g de grão de bico
suco de 2 limões médios
2 colheres de sobremesa de sal
5 dentes de alho socados
6 colheres de Tahine (pasta de gergelim)
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Modo de fazer:
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-Deixe o grão de bico de molho durante 8 horas. Cozinhe com água em abundância até os grãos ficarem bem macios (a Cinara usa panela de pressão pra ir mais rápido, mas eu morro de medo desse apetrecho). Escorra a água, reservando-a.
-Bata no processador os grãos, o suco de limão, o alho e parte da água reservada, até virar um purê. Acrescente o sal e o Tahine e processe novamente. Se ficar muito denso, acrescente mais água do cozimento (ou água fria comum) e volte a processar.
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Eu bato o Humus em 2 levas, que é muita coisa pro meu processador fazer de uma vez. Se for fazer assim, divida os temperos e a água entre as duas levas.

Cenas de um almoço árabe - Kafta

Hoje fiz um almoço árabe aqui em casa, com tudo que tem direito: hummus, arroz com lentilhas, cebola frita, kafta, quibe cru, quibe de forno e tabule. Pra sobremesa, o baklavá que fiz ontem. Tava tudo uma delícia, e ficou todo mundo feliz e de pança cheia. =)
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Vou começar postando a receita da kafta, que é bem facinha e prática.
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Pra 600g de patinho moído 2 vezes, coloquei um pacote de creme de cebola, bastante salsa, cebolinha e hortelã picadinhas. Mexi bem com as mãos e moldei as kaftas em volta de palitos de churrasco (deu 10 palitinhos). Deixei coberto na geladeira até o pessoal chegar. Aí foi só esquentar bem o grill e deixar dourar. Ficou uma delícia! Dá vontade de fazer um monte e deixar congelada pra hora da fome...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Kneidele - bolinhas de matzá


Kneidele originalmente é uma receita askenazi (referente aos judeus que vieram da Alemanha, Polônia, etc). Apesar de as minhas tradições judaicas serem terem origem em sua maioria na Turquia e na Grécia, essas bolinhas de massa servidas com caldo de galinha são tão gostosas que se difundiram entre a maioria das família judias e acabaram sendo incorporadas às comemorações de Pessach da minha família nos últimos anos.

Sei que o Rio de Janeiro não é o local mais indicado pra se comer sopa em março/abril, mas fazer o que? Bom, no meu caso a solução é fácil: subir a serra e fazer a sopinha por lá mesmo. Comfort food total!
Como o caldo é a alma desse prato, nada de usar cubinhos ou comprar caldo pronto! O prato vai deixar muito a desejar... Agora, um caldo caseiro temperadinho não tem preço! Aqui eu coloco a sugestão de caldo como eu preparei, mas você pode utilizar a técnica e os temperos que preferir.

O preparo da receita começou com a busca por partes de frango pra fazer o caldo (pés, pescoços). Descobri que ninguém vende isso m Ipanema (nem o açougue, nem o mercado com açougue dentro). O moço do açougue disse que eu só ia conseguir essas partes na feira, mas eu precisava preparar o caldo naquela noite pra subir a serra no dia seguinte! Acabei comprando asas de frango, e resultou num caldo delicioso!

Para o caldo, utilizei:

1kg de asas de frango (o ideal são pés e pescoços)
12 xícaras de água
cebola, cenoura, alho-poró picados (totalizando 1 kg de vegetais)
1 ramo de salsa
2 cc de tomilho seco
2 folhas de louro
1 CS de sal
pimenta preta a gosto moída na hora

-Colocar tudo na panela, deixar ferver;
-Abaixar o fogo e dexar cozinhar por 2 horas. Com a ajuda de uma escumadeira, remover a espuma escura que se forma sobre o caldo durante o cozimento;
-Coar o líquido, descartando os sólidos (ou você pode misturar os vegetais num arroz que ficará delicioso);
-Deixar o líquido ferver novamente, por mais 1 hora;
-Transferir para um recipiente de plástico ou de vidro e manter em geladeira até se tornar gelatinoso e a gordura solidificar no topo. Remover a gordura e armazenar em outro recipiente (será usada para fazer as bolinhas de massa).

Kneidele:

-2 ovos
-2 a 3 CS de gordura de galinha obtida na preparação do caldo (se não tivre suficiente, completar com óleo vegetal)
-1 xíc de farinha de matzá
-3/4 de xíc de caldo de galinha fervente
-sal e pimenta a gosto

1. Bater os ovos com um garfo, adicionar a gordura e a farinha, sal e pimenta e o caldo. Misturar tudo com um garfo;
2. Deixar a massa na geladeira por no mínimo 1 hora;
3. Formar as bolas do tamanho desejado, lembrando que elas vão inchar depois de fervidas.
4. Ferver as bolas na panela de caldo de galinha, até que subam à superfície (como gnocchi). Servir em pratos fundos uma porção de caldo com algumas bolinhas. As sobras de bolinhas devem ser armazenadas em recipiente fechado na geladeira, fora do caldo para não se desmancharem.

Mina de Espinafre


Mais uma receita para Pessach. Essa é herança de família, daquelas que não pode faltar! Basicamente uma fritada de espinafre feita com folhas de matzá picadas. Também faz parte das nossas tradições fazer mina de carne, igualmente deliciosa (mas que eu ainda não fiz). É leve, gostosa e saudável. Só dá uma trabaçhão porque lavar e picar 5 molhos de espinafre não é brincadeira! Mas juro que vale a pena... essa até o maridinho adora!
Pra quem gosta de misturar doce com salgado, recomendo regar com mel. Fica uma diliça!

Ingredientes:

-5 molhos de espinafre
-5 folhas de matzá
-7 ovos
-150g de ricota amassada com o garfo
-100g de queijo parmesão ralado
-sal a gosto
-óleo para untar pirex

Modo de Fazer:

1. Untar um pirez retangular com óleo. Lavar bem o espinafre e picar as folhas.
2. Ferver água numa panela grande e escaldar o espinafre (não precisa deixar cozinhar, só dar uma murchada).
3. Escorrer o espinafre e juntar os ovos batidos, sal, queijo, e matzá quebrada em pedacinhos pequenos (até 5 cm). Derramar a mistura no pirex.
4. Levar ao forno médio pré-aquecido e regar com caldo de galinha ao longo do cozimento. Fica pronto em uns 40 minutos, dependendo do seu forno. É só ver se a mina está firme na assadeira, e os ovos batidos secaram.

domingo, 11 de abril de 2010

Sopinha de Legumes


Estou cheinha de fotose receitas não postadas, então vou começar a tirar o atraso com uma sopinha de legumes deliciosa que fiz num desses raros dias em que não fez tanto calor aqui no Rio.

A inspiração (quase cópia) veio do Cozinha Pequena. Eu comi, dei um tanto pra minha mãe, e sobrou MUITA coisa, que ficouse arrastando por uma semana até eu conseugir dar cabo. Meu maridinho é contra sopas de qualquer espécie, fazer o que? Bom, da próxima vez fazer MENOS sopa...

Ingredientes:
-300g de costelinha de boi (eu já tinha aqui no freezer, mas pode ser músculo ou qualquer outra carne que dê um bom caldo).
-1 cebola
-2 dentes de alho
-4 CS azeite
-3 batatas médias
-2 cenouras
-1 chuchu
-2 CS extrato de tomate
-macarrãozinho (usei micro-penne, que achei fofo demais)
-aproximadamente 4L de água fervente
Modo de fazer:
1. Descascar e cortar os legumes em cubos pequenos (lá no Cozinha Pequena a técnica está perfeitamente explicada), reservando as aparas;
2. Aquecer o azeite numa panela grande e levar a carne para dourar;
3. Assim que estiver dourada, acrescente o alho e a cebola, para dourarem também. A cebola deve ser refogada até obter o mesmo dourado da carne;
4. Acrescentar a água fervente e, nesse momento, incluir as aparas dos legumes para cozinhar, até que fiquem bem moles. Quando estiverem cozidos, retirar os pedaços de carne, reservar e levar o caldo e as aparas de legumes cozidas para o liquidificador. Bater bem, até virar um caldo grosso e uniforme.
5. Voltar o caldo para o fogo com a carne (que demora um pouco mais para cozinhar). A mistura fica um pouco esverdeada, por isso, acrescentar o extrato de tomate para dar uma cor mais alaranjada ou avermelhada à sopa. Acrescentar sal e pimenta a gosto.
6. Acrescentar um tipo de legume por vez, de acordo com o tempo de cozimento de cada um.
Então obedeça à seguinte ordem:
-Coloque as cenouras para cozinhar com o caldo batido (e fervente) e a carne. Deixe ferver por 5 min.
-Inclua as batatas e espere mais 10 min.
-Por último, coloque o chuchu junto com o macarrão. Mexa com bastante cuidado – não amasse os legumes contra a panela – mas também não deixe o macarrão grudar no fundo. E espere os últimos 5 minutos.
7. Desligue o fogo e tampe a panela. Corrigir o sal.
Sirva imediatamente.
Ficou uma delícia! O único probleminha é que eu me empolguei no macarrão, e depois de cozido ele estava dominando a sopa, parecia mais uma macarronada com molho de legumes. Tive que acrescentar mais água e deixar ferver um pouquinho.
A outra observação é que a minha maior panela ainda é bem pequenininha pra ficar fazendo sopão, macarronada, etc... Tenho que providenciar um panelão de verdade!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Risoto de Camarão com Cachaça


Dessa vez até eu me surpreendi. A idéia era fazer um almoço comemorativo de 4 anos de namoro, e a gente AMA camarão e eu sou fissurada em risoto. Então fui na feira de domingo, comprei tudo fresquinho e me pus a cozinhar. Caprichei. Botei muito amor. Achei que pudesse ser o melhor prato que eu já fiz. Mas o risoto foi além: é o melhor risoto de camarão que eu já comi na minha vida (ele também achou isso, diga-se de passagem). Não sei se algum dia eu vou conseguir repetir o feito, porque a receita na verdade é bem simples - o básico do risoto. A única diferença é que dessa vez resolvi inovar e usar uma cachaça linda que estava lá em casa (Maria Comprida) no lugar de vinho.
Aí vai:

Comprei 1,5kgs de camarão sem casca, mas trouxe as cascas pra casa pra fazer um caldo. Os detalhes do caldo tão nesse post, mas em resumo: ferva as cascas e cabeças num panelão com água e sal, bata tudo no liquidificador e passe por um coador. Reserve esse caldo, ele vai entrar no risoto (pra quem não lembra eu repito: o segredo de um bom risoto é um caldo de alta qualidade: vai por mim que esse caldo natural é perfeito pra isso).

O camarão eu temperei com sal (sempre na proporção de 1 cc pra meio kg de qualquer tipo de carne), pimenta do reino moída na hora, coentro, cebola, alho e limão e deixei descansando um pouquinho. Depois fritei tudo num frigideirão anti-aderente com um tantinho de azeite. Na hora de fritar o camarão, tome cuidado pra ele não "cozinhar" na própria água: primeiro, não derrame a água que ele soltou na frigideira; depois, frite um tantinho de cada vez, pra não ficar acumulando muita água na frigideira. Espere a água de uma leva secar no fogo antes de colocar a próxima leva. Além disso, o camarão deve ficar no fogo o tempo de ficar todo rosa. Se cozinhar demais, vira uma borracha.
Como era muito camarão, comemos um tantinho como tira-gosto... se for comprar só pro risoto (2 pessoas), 1 kg de camarão já fica exageradamente bom.


Vamos à receita:
1 cebola média ralada
1/2 tablete de manteiga (100g - de preferência Aviação)
1 xícaras de arroz arbório ou canaroli (eu usei canaroli)
1 xícaras de cachaça de boa qualidade
1/2 litro de caldo de camarão ainda quente (é sempre bom ter um pouco mais à disposição)
100g de parmesão ralado de boa qualidade
1 kg de camarão frito

-Refogue a cebola em metade da manteiga, quando estiver douradinha acrescente o arroz e dê uma leve fritada com a cachaça.
-Espere o álcool evaporar e comece a acrescentar concha por concha o caldo, que deve estar fervendo em fogo baixo. Nesse momento abaixe o fogo e complete o processo dessa forma: botou a concha de caldo, mexa devagar, esperando o caldo ser absorvido. Assim que reduzir (não precisa esperar o caldo secar completamenbte) bote outra concha e assim vai.
-Um pouco antes do arroz atingir o ponto certo - o famoso al dente, acrescente os camarões. No final, já com a panela desligada, incorpore o restante da manteiga e o parmesão ralado.
Comem 2 pessoas desesperadas por camarão, e ficam jiboiando o resto do dia. Dá pra 3 pessoas comerem muito bem.