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domingo, 8 de maio de 2011

Torrone de Amêndoas pra Mamãe


Minha avó é Argentina, e quando os pais dela estavam vivos ela ia lá todo ano visitar. Bom, assim eu me lembro - memórias de infância podem enganar a gente. Sempre que ela voltava de lá vinha com um estoque de guloseimas e histórias de família - irmãos, sobrinhos e sobrinhos-netos que povoavam minha imaginação e viviam numa terra que eu considerava muuuuito distante e sabia que produzia doces maravilhosos. Entre as comidinhas, deliciosos Alfajores Havana cobertos com chocolate ou uma fina camada de açúcar. Esses já viraram figurinha fácil por aqui, agora que a Argentina é "logo ali" e todo mundo vai passar um feridão lá. Na época a gente só comia quando meus avós vinham de lá, e era uma festa. Outro doce muito festejado eram os torrones: macios e puxentos, davam trabalho pra cortar e pra mastigar, vinham cheios de algum tipo de nut que não me lembro exatamente qual (nem se era sempre a mesma), e super cheirosos. Lembro de sentar em volta da mesa da sala e assistir o ritual de cortar e distribuir pedacinhos de torrone entre os presentes.

Nunca encontrei um torrone desse tipo por aqui. Tem um branquelo e sem graça de uma marca mequetrefe (acho até que é argentina), vendido super baratinho. Nada a ver com aqueeeele torrone. Quando fui à Itália nem prestei atenção nisso, mas devia ter uns maravilhosos. A última vez que vi um torrone LINDO foi em NY, no Eataly. Não comprei porque era caríssimo e porque resolvi almoçar antes e pensar nisso depois, e acabei esquecendo e indo embora. Ah, e arrependimento matasse!

Toda essa longa história é pra explicar porque é que desde que vi essa receita de torrone no La Cucinetta estou com idéia fixa... Ela dizia que era melhor fazer só se tivesse batedeira planetária (que tem tigela de inox), que não sabia se a tigela de plástico da batedeira comum aguentaria a alta temperatura da calda. Como recentemente eu joguei açúcar fervendo na minha batedeira pra fazer merengue italiano, sabia que ia aguentar sim. E lá fui eu. Quase matei minha batedeira, tadinha. No final não tinha certeza se já tinha dado o ponto mas comecei a sentir um cheirinho de queimado vindo do motor e desliguei imediatamente. Acho que era minha amiguinha avisando que além de estar exausta, o doce tava pronto. Porque ficou uma delícia!!!! Perfumado de limão, cheio de amêndoas, puxento e chatinho de cortar, quase doce demais e com um saborzinho de mel ao fundo, como o torrone tem que ser. A cor ficou off-white pra ser chique. Torrone feito em casa é um luxo, gente!

A homenageada foi minha mamãe, que ganhou uma caixa cheia de quadradinhos de dia das mães. Ela merece isso e muito mais! Te amo, mãezinha!

Ah, um dia ainda compro (ganho?) minha KitchenAid...

Receita (adaptada do LaCucinetta)

Ingredientes:
1/3 xic. amido de milho
3 claras de ovos em temperatura ambiente
3/4 xic. mel de sabor suave e cor clara
3 xic. açúcar
1/2 xic, açúcar de confeiteiro
2+1/4 xic. amêndoas inteiras, com ou sem pele
casca ralada de 1 limão siciliano

Preparo:
  1. Torre as amêndoas levando-as a forno médio pré-aquecido por 15 minutos, dando uma mexidinha no meio do tempo. Pique grosseiramente as amêndoas e reserve junto com as raspas de limão siciliano.
  2. Polvilhe uma bancada limpa com o amido. Forre uma assadeira de 23x33cm com papel manteiga (parte brilhante pra cima - deixe sobrar papel nas bordas, pra "puxar" o doce depois). Coloque as claras de ovo na tigela da batedeira.
  3. Numa panela média/grande, misture o mel e o açúcar. Leve ao fogo médio e deixe que o açúcar dissolva. Quando começar a ferver, coloque o termômetro para doces e continue cozinhando, mexendo de vez em quando.
  4. Enquanto isso, ligue a batedeira e bata as claras até obter picos firmes. Junte o açúcar de confeiteiro e continue batendo até que esteja uniforme e brilhante. Não esqueça de controlar o caramelo durante todo o tempo.
  5. Quando o termômetro marcar 157ºC, retire do fogo. Misture com uma colher de pau, fora do fogo, até que a temperatura abaixe para os 149ºC.
  6. Com a batedeira ligada em velocidade média e com MUITO CUIDADO, despeje num fio constante o caramelo quente sobre as claras, tentando não atingir a pá. Não encoste na tigela da batedeira, pois ela ficará tão quente quanto a panela. A mistura vai ficar castanha e vai aumentar bastante de volume. Continue batendo em velocidade média até que todo o mel tenha sido incorporado e a mistura comece a desinflar.
  7. A massa ficará cada vez mais espessa e grudenta e começará a clarear. Vá diminuindo a velocidade da batedeira conforme julgar necessário, pois a massa vai ficar bem pesada. Alguns minutos depois, você verá que ela está começando a se concentrar em torno da pá, desgrudando das laterais da tigela, como massa de pão (não vi isso acontecer, mas a temperatura da massa estava morna o suficiente para eu conseguir manusear e a batedeira começou a chiar, então tirei) . Na velocidade mais baixa, junte as amêndoas e casca de laranja e bata um pouco (quase não fez efeito - tive que incorporar as amêndoas na mão mesmo pra não ter que aposentar a batedeira).
  8. Desligue e, com a ajuda de uma espátula firme, transfira a massa para a bancada. A tigela ainda estará quente, mas a massa estará bem menos. Sove ligeiramente, dobrando a massa ao meio e amassando, incorporando todo o amido (e as amêndoas, no caso). O torrone não terá gosto de amido de milho, não se preocupe.
  9. Coloque a massa toda dentro da assadeira e aperte com as mãos para que preencha todo o espaço, formando uma camada uniforme. Deixe a assadeira sobre uma grade para esfriar.
  10. Quando estiver quase frio, desenforme com cuidado puxando as pontas do papel manteiga e, usando uma faca muito afiada polvilhada com amido, corte o torrone nas porções desejadas. Deixe os torroni terminarem de esfriar sobre uma grade antes de embalá-los individualmente ou guardá-los em um pote fechado, em camadas separadas de papel-manteiga. Cuidado para não apertá-los, ou eles grudarão uns nos outros. Guarde-os em um pote fechado, em temperatura ambiente, por até 2 semanas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Memória afetiva - um post sem receitas

Não lembro onde, mas uma vez li que a nossa memória mais duradoura é a olfativa. Ninguém duvida que lembramos instantaneamente de quem não vemos há muito tempo quando passa alguém com o mesmo cheiro, que casa de Vó tem um cheirinho especial, que os cheiros nos levam a um turbilhão de sensações e abrem as chaves da memória... como aconteceu hoje quando alguém estava me contando que odiava o cheiro do vapor que sai quando água fria bate no asfalto quente. Só precisei sentir o cheiro - que eu amo, por sinal - na minha imaginação: já tinha sido transportada pra um banho de mangueira sob sol quente no pátio do colégio, todo de cimento. Isso com certeza há mais de 20 anos... tô ficando velha!

Não sei porque, mas isso me fez pensar em todas memórias culinárias que mais marcaram minha infância da minha infância, seja pelo cheirinho ou não. Acho que tudo me faz pensar em comida... in a good way!

-Vovó Lydia fazendo centenas de burrecas perfeitinhas na cozinha;
-Fazer pizza aos domingos com meu pai, escolher sabores e ingredientes;
-Vaca preta do Vovô Samy;
-Dividir pratos e a disputa pra ver quem ia escolher, e quem ia comer no prato onde a comida veio;
-Minha mãe "adivinhando" quando eu não aguentava mais comer, e dizendo que "se não quiser, não precisa". Sempre me perguntava como ela acertava o momento exato...
-Enrolar brigadeiros com a Nêne, raspar a panela, lamber a tigela da batedeira de bolo (e mais uma vez disputar quem ficava com a raspa de que);
-Almoço de domingo com todos os primos depois da piscina na casa dos avós.

Foi tudo brain-storming, mas perceberam que todas as memórias mais importantes estão ligadas a alguém, e a momentos familiares? O alimento é mesmo uma forma de estreitar relações, né? Família em volta da mesa, ou alguém te preparando uma coisa com carinho. E terminando de escrever isso me deu uma sensação de nostalgia mas ao mesmo tempo de satisfação por ter tido todas essas coisas...

Charosset - pro ano que vem...

Foto: Joana Braconi

Essa é uma receita tradicional de Pessach e como quase toda receita judaica, cada família tem o seu jeito de fazer, dependendo da origem geográfica e dos gostos pessoais... Tá bom que Pessach foi há quase um mês, mas pelo ritmo atual até que essa receita veio rápido pro blog... pensa que eu ainda tenho biscoito de natal na fila da postagem!

Voltando ao charosset, ele entra na mesa do jantar de pessach pra lembrar o barro utilizado na construção das pirâmides do Egito, onde os judeus eram escravos. A festa comemora a libertação do povo, a passagem para a liberdade. Então, essa é uma receita com muito mais variações que o normal. Porque teoricamente basta ser uma pasta amarronzada... não importa muito o que vai dentro. Em muitas famílias, se faz um pouquinho de charosset pra usar na hora da festa, e o que sobra acaba indo pro lixo. Na minha família isso seria impossível. Pela origem turca/grega, a receita passada de mãe pra filha (e agora pra mim!) conta com ingredientes deliciosos - e escuros - como tâmaras, passas. A riqueza de ingredientes da região é fascinante! Então quem faz o charosset tem que fazer uma quantidade grande, pra TODO mundo comer no jantar, e pra cada núcleo familiar levar um pouquinho pra casa e comer durante a semana. É uma iguaria esperada... sinceramente, não sei porque não fazemos mais vezes ao longo do ano! Tão gostosinho, pra comer com matzá ou com torrada mesmo.

Até o ano passado, minha avó fazia charosset pra todo mundo. Esse ano, com ela afastada da cozinha, eu herdei os cadernos de receita e a responsabilidade. Um dia ainda falo mais sobre isso, mas esses cadernos não são exatamente fáceis de ler. Em primeiro lugar, cada receita tem várias versões. Quando fui procurar um simples bolo de laranja que ela fazia, encontrei 5 receitas diferentes, e nenhuma anotaçãozinha sobre qual ela fazia - testei 2 erradas antes de acertar. A segunda dificuldade é que o caderno foi escrito pra ELA ler. Isso quer dizer que vários passos são omitidos, porque ela simplesmente já sabia, em algumas receitas ela mostra somente os ingredientes - foi o caso da versão "certa" do bolo de laranja, ainda bem que já estou entendendo melhor de técnicas culinárias e consegui reproduzir direitinho. O que temos ali é um guia que ela usava quando cozinhava, muito pessoal. Um tesouro, mas que precisa ser decifrado. Podem imaginar que fui procurar a receita de charosset com alguma insegurança.

A primeira boa surpresa foi ver que só tinha UMA receita de charosset no caderno (jarosse, de acordo com o título da receita no caderno, num portunhol que só quem conhece minha avó sabe do que estou falando). Fui fazer a receita meio sem saber se "passas" seriam escuras ou claras, por exemplo. Tentei as escuras, pro barro ficar o mais escuro possível. Já fazendo minhas próprias adaptações, coloquei um pau de canela na mistura, que achei que cairia muito bem.

O resultado? Ficou bem mais avermelhado que o da minha avó, um pouco mais doce e um pouco mais seco (mas isso foi porque eu não sabia até que ponto coar - poderia ter deixado mais úmido). Ficou uma delícia. Da próxima vez vou misturar passas claras também, pra dar uma acidez e quebrar um pouco o marrom-avermelhado. Mas foi aprovado pela família, isso é o que importa! Ainda temos muitos anos pra aprimorar a receita - e manter (e renovar) as tradições da família.

Jarosse (rende um montão, tipo uns 6 vidros de geléia!)

2 paus de canela
400g de tâmaras
1,2kg de maçãs vermelhas
500g de passas (usei só escuras e ficou muito doce, tem que achar a proporção que te agrada entre claras e escuras)
Nozes moídas (1 xícara)

-Encher uma panela grande com água fria até a metade.

-Descaroçar as tâmaras, cortar as maçãs em fatias não muito pequenas (8 ou 6 fatias cada, elas se desmancham). Descartar os cabinhos e caroços. À medida que for cortando as maçãs, colocar na panela com água para não escurecer.

-Colocar as tâmaras, passas e a canela na panela onde estão as maçãs, e se precisar colocar mais água. Deve ter o suficiente para cobrir a mistura. Cozinhar tudo em fogo médio, as frutas devem ficar bem desmanchadas e não deve ter muita água sobrando na panela (mas a mistura estará BEM úmida). Leva umas 2 horas.

-Desligar o fogo e deixar esfriar. Tirar os paus de canela e passar a mistura no processador. A mistura deve então ser peneirada, para não ficar tão úmida. Não acertei o ponto, mas ficou bom mesmo assim. Na hora de experimentar, é legal lembrar que quando misturarmos as nozes o charosset vai ficar um tantinho mais seco.

-Na hora de servir, misturar com nozes moídas na quantidade que agradar.

Opcional (não fiz): se gostar, esquentam-se 2 colheres (sopa) de vinagre + 2 colheres (sopa) de água + 1 colher (chá) de açúcar e mistura-se no charosset. Ajuda na conservação e deixa um pouco mais ácido.

Receita Bônus

Arrope: se aproveita a água onde ferveram as frutas e depois de coadas se agrega um pouco de açúcar e uma espremida de limão (tava assim na receita, JURO). Se leva ao fogo médio para engrossar um pouco. Com iogurte natural fica uma diliça!

domingo, 24 de abril de 2011

Cheesecake de Ricota (e de Pessach!)


Desde que me entendo por gente como cheesecake na casa da minha avó. Nunca consegui comer fora de casa. Como tantas outras coisas que eu sentia na infância sem conseguir entender (como porque eu conseguia comer um hamburger inteiro no Mc D e não no B_b's*), hoje sei exatamente a explicação: o cheesecake é tradicionalmente à base de cream cheese, e o da Vovó era de ricota. Então, imaginem uma torta leve e deliciosa!!!!

Desde o ano passado, comecei a tentar uma versão que pudesse ser comida em Pessach (feriado judaico em que se passa uma semana sem comer farinha de trigo ou qualquer coisa fermentada). O recheio da torta não leva farinha de qualquer forma, então era só uma questão de adaptar a massa da base. Ano passado segui à risca essa receita. Resultado: a casquinha ficou deliciosa, mas deu um trabalhão porque antes de firmar a manteiga derretia e a massa ia escorrendo pela forma, dentro do forno. Eu tirei várias vezes pra ajeitar, secar. Além disso, ficou muito dura pra cortar. Esse ano fiz algumas adaptações e a receita ficou perfeita!

*O hambúrguer de uma das lanchonetes é feito de tamanho pequeno, pra crianças. O da outra tem tamanho normal. Eu não conseguia perceber isso.

INGREDIENTES

Massa Tradicional:

1 Gema

200 g farinha (até dar liga)

100g manteiga sem sal

1 CS de açúcar

Massa de Pessach:

3/4 de xíc de amêndoas, torradas e frias, passadas pelo processador até virar uma farinha **

2/3 de xíc de farinha de matzá

1/4 cc de sal

100g de manteiga sem sal

2 gemas

Recheio

5 claras em neve
5 gemas
550g de ricota
1 lata de leite condensado
1 medida da lata + 1 dedo de leite integral
Gotinhas de extrato de baunilha

Cobertura

Geléia do sabor de sua preferência. Dessa vez foi de damasco, mas pode ser tangerina, morango, ou qualquer fruta vermelha.


MODO DE PREPARO

Massa

Misture os ingredientes com as mãos até dar liga.
Forre o fundo de uma forma de aro removível (24cm de diâmetro) e reserve.

Se estiver fazendo a receita de Pessach, levar ao forno médio pré-aquecido até a massa ficar firme como um biscoito.

Recheio

Bata todos os ingredientes menos as claras) no liquidificador e acrescente às claras em neve com uma colher de pau. Derrame por cima da massa de empada doce. Asse em forno médio pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos ou até que fique firme.

Depois de completamente fria, a torta deve ser coberta com papel alumínio e armazenada em geladeira.

Cobertura

Diluir a geléia com um pouquinho de água fervendo. Derramar por cima da torta, deixar esfriar e levar à geladeira. Sirva gelada.

**Torre as amêndoas em forno altíssimo pré-aquecido, por 7 minutos (não deixe que fiquem pretas!). Para fazer a farinha, use sempre a função PULSAR do processador, se bater direto vira uma pasta.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bolo de Jujuba!!!!!


O bolo de jujuba nada mais é que bolo de laranja recheado de beijinho de coco e coberto de marshmallow, decorado com jujubas. Esse é o bolo oficial da nossa infância, aquele que a gente pedia pra Vovó fazer nos nossos aniversários (alternava com um de morango igualmente delicioso). Tinha feito uma primeira tentativa no meu aniversário do ano passado, que foi uma sucessão de trapalhadas mas depois de algumas tentativas rendeu um bolo torto e delicioso. Recebi a incumbência de fazer um pra festa de 1 ano da minha sobrinha e dessa vez foi de primeira, ficou lindo, fresquinho, cheiroso...

O bolo pronto ao lado da receita, diretamente do fichário da Vovó

Na era dos bolos de cobertura chique, com enfeites em pasta americana ou impressões no papel-de-arroz, é muito bom saber que um bolo com cara de feito em casa continua fazendo o maior sucesso! Tomara que o bolo de jujuba também vire uma doce lembrança dos aniversários dessa nova geração da nossa família.

Antes de ganhar cobertura...

Bolo de Laranja da Vovó

(Rende 1 tabuleiro de 40x28cm; para um bolo grande recheado fiz duas medidas)
*Fica uma delícia com a glace de laranja desse post.

Ingredientes:

-1 xíc de manteiga sem sal amolecida
-2 xíc de açúcar
-3 xíc de farinha de trigo
-4 ovos
-1 xíc de suco de laranja pera
-1 CS de fermento em pó

Modo de Fazer:

1.Pré-aqueça o forno a 170C. Unte bem a forma com manteiga e enfarinhe.

2.Peneire a farinha junto com o fermento. Em outra tigela, bata a manteiga por 1 a 2 minutos. Adicione o açúcar em 3 levas, batendo por 2 minutos após cada adição. Após a última adição, bata até obter um creme homogêneo e leve.

3.Adicione os ovos um de cada vez, batendo por 1 minuto após cada adição.

4.Sem parar de bater, adicione 1/3 da mistura de farinha e depois metade do suco. Repita o processo. Adicione o último 1/3 da farinha e desligue a batedeira. Misture tudo com uma colher de pau ou espátula, até que toda a farinha esteja bem combinada à massa.

5.Despeje na assadeira, distribuindo a massa com uma colher de pau. Leva entre 30 e 40 minutos no forno. Desenformar depois que estiver completamente frio.

Recheio de Beijinho de Coco

-3 latas de leite condensado
-3 gemas peneiradas
-1 e 1/2 xíc côco ralado
-3 CS manteiga sem sal

Colocar tudo numa panela em fogo médio e mexer sem parar até engrossar.

Cobertura de Marshmallow - Merengue Italiano

Ingredientes:
-3 xíc açúcar
-3/4 xíc água
-3 cc vinagre
-3 claras de ovo

Modo de Fazer:

1. Leva-se a água, o açúcar e o vinagre a ferver numa panela até dar ponto de fio. Enquanto isso, ir batendo as claras em neve.
2. Joga-se bem devagar sobre as claras batidas em neve, sem parar de bater, até misturar bem e encorpar.
3. Cobrir o bolo imediatamente

Montagem do bolo:

Na véspera da festa, fiz 2 medidas de bolo (em dois tabuleiros separados). Uma delas eu desenformei sobre o prato de bolo. A outra desenformei sobre um salva-bolos. Apliquei o recheio sobre bolo da base, e com ajuda (não consigo fazer sozinha), passei o bolo que estava no sala-bolos para cima do recheio. Deixei tudo coberto com papel alumínio pra ficar fresquinho, usando palitos pro papel não encostar no bolo. Proteger das formigas se necessário!

No dia da festa, preparei o merengue, cobri o bolo e decorei com as jujubas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Tirando a poeira...

...pra justificar o nome do blog, nada como postar a foto da última fornada de burecas aqui de casa! Estão ficando cada vez mais gostosas e o formato ficou homogêneo dessa vez (as primeiras tentativas, apesar de gostosas, foram BEM feiosas, cada uma de um jeito diferente). Acho que estou pegando prática na massa! Vovó disse que eu tinha que ter trabalhado um pouco MENOS a massa, mas que estou no caminho certo.
Dessa vez foram recheadas de queijo (ricota). Não, eu não tenho autorização pra postar a receita...

Já fiz de arroz uma vez, e ainda tenho que testar os recheios de carne e berinjela.
A receita rende MUITO e tem que ter tempo e paciência pra montar todas as meias-luas... No final assei umas poucas e congelei o resto, pra assar quando batesse a fome. Isso já tem tempo e elas já acabaram. Hora de fazer mais!!!!!
Essas aí de baixo estão prontas pra assar (na verdade, pra congelar!!!)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mina de Espinafre


Mais uma receita para Pessach. Essa é herança de família, daquelas que não pode faltar! Basicamente uma fritada de espinafre feita com folhas de matzá picadas. Também faz parte das nossas tradições fazer mina de carne, igualmente deliciosa (mas que eu ainda não fiz). É leve, gostosa e saudável. Só dá uma trabaçhão porque lavar e picar 5 molhos de espinafre não é brincadeira! Mas juro que vale a pena... essa até o maridinho adora!
Pra quem gosta de misturar doce com salgado, recomendo regar com mel. Fica uma diliça!

Ingredientes:

-5 molhos de espinafre
-5 folhas de matzá
-7 ovos
-150g de ricota amassada com o garfo
-100g de queijo parmesão ralado
-sal a gosto
-óleo para untar pirex

Modo de Fazer:

1. Untar um pirez retangular com óleo. Lavar bem o espinafre e picar as folhas.
2. Ferver água numa panela grande e escaldar o espinafre (não precisa deixar cozinhar, só dar uma murchada).
3. Escorrer o espinafre e juntar os ovos batidos, sal, queijo, e matzá quebrada em pedacinhos pequenos (até 5 cm). Derramar a mistura no pirex.
4. Levar ao forno médio pré-aquecido e regar com caldo de galinha ao longo do cozimento. Fica pronto em uns 40 minutos, dependendo do seu forno. É só ver se a mina está firme na assadeira, e os ovos batidos secaram.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Vovó Lydia

Ela é mãe da minha mãe. Foi parte integrante da minha infância, com as inúmeras noites dormidas na Gávea com minhas irmãs (e às vezes minha prima), e piscina no dia seguinte. Com todas as pequenas coisas que casa de vó sempre tem, também por influência do meu querido Vovô Samy, que já se foi. A gente tinha um levro quando era pequena, que chamava "Casa de Vó é Sempre Domingo". Achava aquilo genial (e era, mesmo - uma verdade absoluta).

Outra particularidade da minha avó são suas habilidades culinárias. Passar um tempo na casa dela era observar a delicada preparação de centenas de burrecas, que podiam ser de carne, queijo, arroz, berinjela. As MELHORES burrecas. Até hoje eu não consigo comer nenhuma outra e achar gostosa. Idem para o cheesecake. Minha vó tem a receita mais maravilhosa de cheesecake, feita com ricota ao invés de cream cheese - é uma coisa LEVE! Depois eu descobri que tortas de ricota desse tipo são comuns na Itália, e faz sentido ser essa a receita que ela usa. Afinal, sua família veio da Turquia, e as influências são grandes. Comemos muita berinjela, derramamos mel em comidas salgadas, temos arroz à mesa em todas as refeições e nos deliciamos com pratos de espinafre (fritadas, ovo frito com espinafre...), doces feitos com nozes. Tudo influência mediterrânea, não é mesmo? Vovó Lydia participou fortemente da construção dos hábitos alimentares da família.

Por conta dela, nos tornamos super-exigentes em se tratando de comida. Além das burrecas e do cheesecake, não consigo curtir nenhum quiche que não seja dela... acho todos pesados, grosseiros. Sua calda de chocolate (pra colocar sobre o sorvete) também é lendária, assim como seu bolo de nozes de pessach (festa judaica em que não se pode comer nada com fermento), seus bolos de mel em Rosh Hashana (ano-novo judaico, quando se deve comer e oferecer coisas doces e feitas com mel), marzipan (100& natural) e geléias deliciosas de laranja, tangerina, morango, que chegavam aos potes e de acordo com a fruta que estivesse "na época". O charosset da Vovó Lydia é o melhor que existe. Charosset é mais uma comida de pessach, que deve ter a cor do barro para lembrar o trabalho árduo dos judeus escravizados pelo Faraó no Egito. Cada família tem a sua receita, dependendo da sua origem. A maioria das pessoas não gosta muito de charosset, mas nós AMAMOS. E cada um ganha seu potinho pra comer com matzá. É, nossas tradições no calendário judaico giram em torno da comida dela. Fora do calendário judaico também. Alimentar os outros é uma forma de carinho, não é? Com o carinho que aquela comida era preparada, tenho certeza que sim!

Esses dias fiquei bem triste. Vovó não é mais a mesma. Já passou dos 80 anos, e a idade começa a mostrar seus sinais. Recebeu algumas encomendas pro último jantar de pessach: bolo de nozes, charosset, o de sempre. Ela teve dificuldades em fazer o que dominou melhor que ninguém durante a vida toda; olhava o caderno de receitas pra logo depois esquecer o que tinha lido, começou a chorar. Imagino a angústia de se dar conta de uma coisa dessas. Eu mesma levei um cheesecake com massa especial pra Pessach (com recheio de ricota que a vovó ensinou), e Almendrados (uns biscoitinhos de amêndoas), e todo mundo adorou. Mas não teve a mesma graça, porque eu tive que ver o bolo dela que sempre foi tão lindo e não estava mais chamando atenção, e tive que me dar conta de que minha avó não vai mais cozinhar. Não como ela fazia. Fiquei de luto pela cozinha da Vovó Lydia.

Ao mesmo tempo vi como vai ser bom pra mim concretizar nessas férias um projeto que tenho, de pegar os cadernos de receitas dela e ir testando tudo, e digitando tudo. Pena que não vou poder chamá-la pra ir pra cozinha comigo.

Dizem (meu pai) que eu herdei o dom dela pra cozinha, e que quando eu pego uma receita dela o gosto fica exatamente igual. E eu ficava toda orgulhosa, afinal esse é o maior dos elogios. Agora esse orgulho vem com uma ponta (bem grandona) de melancolia. Eu não queria cozinhar melhor que a minha avó.

Espero me tornar uma boa iidishe mamma sefaradi, como meu pai também diria, e perpetuar muitas dessas tradições de família. Espero que meus netos um dia comam uma burreca (quase) igual à dela, e que eu fique sempre achando que a dela era melhor, afinal. Espero um dia ser tão querida quanto ela é.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bolo de que?

Mais uma do chá de fraldas da Marina: um bolo de fraldas! Não é de comer, mas ficou tão lindinho que eu vou passar a receita desse bolo feito a 6 mãos lá na casa da minha mãe. Fizemos para decorar a mesa, mas pode ser um ótimo presente.
Ingredientes

83 fraldas (não sei exatamente, mas sei que usamos 2 pacotes inteiros de 40 fraldas tamanho M e mais umas 2 ou 3 de um outro saco)
Fitas de cetim largas
100 elásticos (desses de borracha, de escritório)
Alfinetes
1 garrafa PET 2 litros vazia e lavada
1 prato de bolo
Um "topo de bolo" - bichinho de pelúcia, flor, ou o que imaginar; achamos essa nenenzinha foooofa de pelúcia numa loja de brinquedos

Montagem

Não tiramos fotos da montagem, mas as instruções são bem fáceis de achar na net. Tem até vídeo no youtube!

O primeiro passo é enrolar as fraldas: coloque uma fralda sobre a mesa (deixe-a fechadinha, do jeito que vem no pacote). Comece enrolando pela parte da cintura até formar um cilindro. Use um elástico para prendê-la. Faça isso com todas as fraldas.

Montando a base do bolo: no centro do papelão coloque a garrafa pet. Em torno dela coloque um elástico. Puxe o elástico e ponha as fraldas já enroladas até preencher a volta toda. Use mais um elástico em torno do seu arranjo e coloque mais fraldas, fazendo uma nova camada. Repita o processo, agora completando a 3a camada. Está pronto o primeiro andar do bolo.

Repita esse mesmo processo para o segundo andar, terceiro e quarto (precisamos de um quarto andar para cobrir a tampa da garrafa, que era de 2,5L. Faça o bolo de acordo com a garrafa que for usar no centro.

Decorando o bolo: Em torno do elástico de cada andar, passamos fita de cetim e fechamos com alfinete. Separadamente, montamos laços com essas fitas. Depois prendemos os laços na fita que já estava no bolo, também com alfinete. Prendemos a "neném" no topo do bolo com alfinete também.

Trabalhe com as mãos bem limpinhas, porque essas fraldas vão ser usadas depois!

Depois da festa, a mamãe deve guardar todas as fraldas em sacos plásticos para futura utilização. Use todas as fraldas de um mesmo tamanho, e não esqueça de dizer qual foi o tamanho utilizado!


Brigadeiro em dose dupla!

O meu caso de amor com a cozinha começou com os brigadeiros. Adorava ficar na cozinha ajudando a abrir forminhas, enrolar, passar as bolinhas no granulado, colocar nas forminhas. E aniversário lá em casa SEMPRE foi sinônimo de brigadeiro. Quando eu tinha uns 10 anos descobrimos as delícias do brigadeiro branco, e ele também entrou no nosso ritual de aniversários, normalmente coberto com uma camada fininha de açúcar. Apesar de eu considerar o brigadeiro lá de casa (da Irene) o melhor que há, ainda acho que prefiro o brigadeiro branco. Fica tão molinho, puxa-puxa. Só é mais difícil de enrolar, justamente pela maciez.

No finzinho de janeiro tive brigadeiro em dose dupla: fiz branco e preto no copinho para o aniversário de 12 anos do Gui (sobrinho do Rapha e por tabela meu), e na forminha pro chá de bebê da Marina, minha sobrinha que ainda vai nascer e já é mais que querida.

Bem verdade que os da Marina não fui eu que fiz, e sim a Irene. Mas a receita é a mesma, e lá fui eu pra casa da minha mãe ajudar a passar as bolinhas no granulado, abrir forminhas... e lembrar da infância. A receita é simplérrima, mas não trocar a marca dos ingredientes muda tudo. Então se o leite condensado não for Leite Moça e o achocolatado não for Nescau, pra mim não vale. É brigadeiro, mas não é o lá de casa. E tenho dito.


Brigadeiro (tradicional)

1 lata de Leite Moça
4 colheres de sopa bem cheias de Nescau
1 colher de sopa de margarina
chocolate granulado (ou o confeito que preferir)

Colocar o Leite Moça, o Nescau e a Margarina numa panela em fogo médio e ficar mexendo com colher de pau sem parar, cuidando para não queimar no fundo. Depois que tiver levantado fervura, fica pronto quando o doce começar a soltar do fundo da panela.

Despejar num prato para esfriar. Depois de frio, enrolar em bolinhas com as mãos besuntadas de margarina e passar no chocolate granulado.

Na forminha pequena rende aproximadamente 50 docinhos.

Brigadeiro Branco

1 lata de Leite Moça
1 colher de sopa de margarina
açúcar para enrolar (ou o confeito que preferir)

Colocar o Leite Moça, o Nescau e a Margarina numa panela em fogo médio e ficar mexendo com colher de pau sem parar, cuidando para não queimar no fundo. Depois que tiver levantado fervura, fica pronto quando o doce começar a soltar do fundo da panela.

Despejar num prato para esfriar. Depois de frio, enrolar em bolinhas com as mãos besuntadas de margarina e passar no açúcar.

Na forminha pequena rende de 35 a 40 docinhos.


Dica

Várias vezes acontece do brigadeiro (principalmente o branco) não ficar numa consistência fácil de enrolar, ele fica mole demais. Isso se resolve colocando o doce pra gelar na geladeira ou freezer, dependendo da pressa - cuidado pra não congelar!. Ele fica mais consistente.

Variação
Pro aniversário do Gui, fiz o brigadeiro em copinhos. Pra isso, não esperei chegar até o ponto de enrolar, tirei antes do fogo. Uma medida de brigadeiro rende bem menos que em bolinhas! Deu uns 15 copinhos...

Pro chá de bebê, ao invés de granulado compramos uns confeitos em forma de bolinhas miudinhas (o nome é miçanga). Pro btigadeiro tradicional compramos miçangas cor de chocolate, e pro brigadeiro branco compramos miçangas coloridas. Além de lindinho, ficaram ainda mais gostosos! Isso porque as bolinhas são bem crocantes, e contrastam com a maciez do brigadeiro. Foi um sucesso.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cre-cremo-cremo-cremogema!

Sabe bolo com gostinho de infância? Hum... bolo de Cremogema lá em casa era um hit. Cheiroso, fofinho, molhadinho. Quer coisa melhor?

Como esse bolo é sucesso garantido, resolvi fazer pra levar pro trabalho, no café da manhã da minha gerência. A única pessoa que não gostou muito da idéia foi meu marido, que queria o bolo todinho lá em casa.

Vamos à receita:

-1,5 xíc de farinha de trigo
-1,5 xíc de açúcar + 1/2 xíc (para a calda)
-1/2 xíc de leite (para a calda)
-1 caixa pequena de Cremogema (200g)
-2 tabletes de Claybom Culinária (200g)
-4 ovos
-1 colher de sopa de fermento (pó Royal)
-1 vidrinho pequeno de leite de côco (200mL)

Antes de começar, ligue o forno em temperatura média (~200C) e prepare uma assadeira grande (untar e enfarinhar).

1.Bata as 4 claras em neve e reserve.
2.Bata na tigela grande da batedeira a margarina e 1,5 xíc do açúcar até formar um creme.
3.Sem parar de bater, adicione as gemas uma a uma.
4.Ainda batendo, adicione o leite de côco (deixe sobrar 2 dedos na garrafinha - será usado na calda).
5.Adicione a farinha peneirada com o fermento (a minha batedeira tem uma peneira acoplável que "vibra" e facilita o processo - mas pode peneirar com um coador grande mesmo).
6.Desligue a batedeira e misture o cremogema com uma espátula (não tente bater - ele vira fumaça e suja a cozinha inteira).

Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos, até que um palito espetado no centro da fôrma saia seco. Se for desenformar o bolo, faça com ele ainda quente e com a ajuda de uma colher regue imediatamente com a calda (misture 1/2 xíc de leite com o restinho do leite de coco e 1/2 xíc de açúcar, até diluir o açúcar).
Eu optei por não desenformar e cortar o bolo em quadradinhos dentro da forma mesmo. Reguei o bolo ainda quente com a calda e esperei esfriar para cortar e transferir para outro recipiente.

Observações:

-Não deixe de fazer a calda. Ela "cola" no bolo, formando uma casquinha molhada e deixando ele todo súper úmido.
-Na minha batedeira (acredito que por causa da peneira vibratória) esse bolo fica mais fofo do que já ficava, e desmancha na boca. É delicioso.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Chalá


Chalá é um pão utilizado na maioria dos rituais judaicos. Toda 6a feira, no shabat, deve-se comer chalá. Nessas ocasiões, o pão é em formato de trança. No ano-novo judaico (que não tem data certa por ser marcado em calendário lunar, cai em meados setembro) a chalá adquire formato redondo, assim como outras coisas que devemos comer nesse período (ovo cozido, por exemplo). O formato redondo nos lembra que na vida oa eventos não têm início e fim demarcado; normalmente início e fim se confundem, e o fim de um ciclo marca o início de outro. Justamente como o ano que termina se confunde com o ano que vai se iniciar. Trata-se de uma festa alegre, pra se comemorar em família depois de ir à sinagoga pedir por um bom ano para todos os nossos entes e agradecer tudo o que recebemos. Além de alimentos redondos, comemos alimentos doces (com o desejo de que o ano seja tão doce quanto eles). O período de 10 dias entre o ano novo e o dia do perdão deve ser dedicado à reflexão e pedido sincero de desculpas a qualquer um que possamos ter prejudicado, para finalmente começarmos o ano de alma lavada.
Já faz alguns anos que eu sou a fornecedora oficial de chalá redonda da família, e finalmente chegou a época! Estarei na Europa na data, e como esse pão congela MUITO bem, deixei todas prontinhas no freezer da minha mãe (separamos algumas pra comer antes da hora, é claro!).
A receita foi divulgada pela mãe de um colega meu de primário, que levava as melhores chalot (esse é o plural correto de chalá) da turma no colégio.
Ingredientes:
1 lata de Leite Moça
1 lata de água morna (medida da lata de Leite Moça)
1/2 lata de óleo (medida da lata de Leite Moça)
3 tabletes de fermento biológico
4 ovos
1 colher de café de sal
+-1kg de farinha (aconselho a ter no mínimo 1,5kg em casa)
Gemas para pincelar
Modo de fazer:
-Bata no liquidificador todos os ingredientes menos a farinha
-Despeje a mistura numa tigela grande, e vá acrescentando a farinha aos poucos, misturando com as mãos até incorporar a cada adição. Normalmente preciso de um pouco mais de 1 kg até dar o ponto certo. Esse ponto é quando a massa deixa de ficar melequenta demais, e fica mais fácil de desgrudar das mãos (tá, difícil explicar - aprendi com a experiência mesmo).
-Deixe descansar (cubra com um pano de prato) por no mínimo duas horas. A massa vai dobrar de tamanho.
-Divida a massa em 4 (originalmente uma receita dá pra fazer 4 chalot grandes, mas quase sempre eu me desligo dessa regra e faço 12 pequenas). Se for trançar, divida cada um dos 4 pedaços em 3 e trance como um cabelo. Uma parte das chalot eu fiz assim, e depois enrosquei a trança em formato circular. Fica mais irregular. As que eu não trancei, simplesmente fiz um minhocão em fui enrolando como um caracol.
-Coloque numa assadeira com um bom espaço entre elas, pois crescem muito (geralmente faço em mais de uma fornada). Pincele as chalot com gema de ovo em toda a superfície. Antes eu colocava sementes de papoula sobre elas (depois de pincelar, senão não gruda). Fica uma delícia, mas a comercialização está proibida no Rio de Janeiro (quiçá no Brasil?) porque usavam pra fazer entorpecentes...
-Leve ao forno médio (180o) pré-aquecido até crescer e dourar (leva mais de 1 hora).
-Fica fofinha e deliciosa pra comer com manteiga ou geléia (ou mel, como em nossos rituais). Pra congelar: espere esfriar totalmente e coloque em saco plástico vedado (retire o ar antes de fechar). Para descongelar, retire do freezer 12 horas antes do consumo. Não precisa de forno.
As chalot que fiz trançando e depois enrolando:

sábado, 25 de julho de 2009

Trouxinha de Repolho com carne moída

Essa é tradicional da minha família. Super saudável. O Rapha não é muito fã, mas eu simplesmente adoro!

-Separe com cuidado e lave as folhas de um repolho verde. As folhas que ficam mais no miolo são pequenas e meio impossíveis de tirar sem destruir. Melhor nem tentar, guarda pra fazer outra coisa. Leve-as ao fogo numa panela com água e sal até dar uma murchada (elas precisam ficar molinhas e maleáveis).

-Enquanto isso, tempere 1/2kg de carne moída a gosto (eu usei sopa-creme de cebola). Lá em casa se acrescentava arroz na mistura da carne - eu não coloquei dessa vez.

-Depois que as folhas esfriarem um pouquinho, comece a montagem das trouxinhas. Coloque um bolinho pequeno de carne no centro da folha, embrulhe e feche com um palito de dentes. Adapte o tamanho da bolinha de carne ao tamanho da folha de repolho.

-Terminada a montagem das trouxinhas, arrume numa panela com molho de tomate fervente. Deve haver molho suficiente para cobrir todas as trouxinhas. Deixe cozinhar por um bom tempo. Para confirmar que a carne está cozida, é necessário cortar uma das trouxinhas para olhar.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Almoço de Sábado em Família

Num sábado desses recebi meus pais pra almoçar em casa. Acabou que a Mônica (uma das minhas irmãs) ligou e veio também. Ana, fico te devendo essa!

Servi de entradinha Aperitivo de Mini Batata Assada. O prato principal foi Medalhão de Frango com Presunto de Parma e Risoto de Açafrão, que meus pais trouxeram da Espanha uma caixinha chique de pistilos de açafrão, tá? Todas receitas adaptadas do Rainhas. A sobremesa foi a já tradicional Terrine de 3 Chocolates com Creme de Menta, que dessa vez resolvi testar em porções individuais.

De quebra, o almoço ainda rendeu isso aqui.

As fotos você vê aí, as receitas vão nos próximos posts.